Telemedicina no Brasil

Apenas uma notícia…. Mudanças provocam resistência. A história está repleta de exemplos de períodos marcados por transformações relevantes, porém acompanhadas de movimentos contrários conduzidos em geral por aqueles que têm medo do novo ou não querem enxergar que o espírito do tempo mudou. A saúde brasileira atravessa um desses momentos. Desde fevereiro a telemedicina — recurso que permite a prática do cuidado à saúde a distância — é alvo de uma intensa controvérsia. De um lado estão aqueles que defendem sua utilização para melhorar a assistência médica em todo o país. Do outro, colocam-se os que se recusam a enxergar que a tecnologia é um fato incontornável. Eles não percebem nem aceitam que se trata de um passo irreversível na escalada de evolução da medicina mundial.

Por isso, o que vemos é um enorme descompasso entre a legislação vigente e a realidade. O Brasil dispõe de regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2002 — há dezessete anos, portanto —, que proíbem a utilização da telemedicina na plenitude. Naquele ano, não havia smartphone nem Skype, e nem chegávamos perto da qualidade de transmissão de informações de que dispomos hoje. Também não existia uma sociedade conectada e ansiosa por soluções tecnológicas que facilitassem a vida e permitissem desfrutar o que houvesse de melhor. A sustentabilidade financeira do sistema de saúde não era tão frágil quanto hoje e ainda não se tinha de forma tão clara que investir na prevenção é muito mais vantajoso para os indivíduos, gestores de saúde e estados.

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